Diante da dificuldade dos municípios em obter recursos, a Famurs promoveu durante o Seminário Novos Gestores o painel “Gestão de recursos, desenvolvimento econômico microcrédito”

Diante da dificuldade dos municípios em obter recursos, a Famurs promoveu durante o Seminário Novos Gestores o painel “Gestão de recursos, desenvolvimento econômico microcrédito”. Realizado na tarde desta quarta-feira (28/4), o painel teve objetivo de aproximar os municípios das instituições que disponibilizam programas de crédito e alternativas de financiamento voltadas ao desenvolvimento dos municípios, além de apresentar o Programa RS Trabalho, Emprego e Renda, desenvolvido pela Secretaria Estadual do Trabalho e Assistência Social.

BRDE Municípios

A presidente do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremosul (BRDE), Leany Lemos, apresentou aos gestores as ações e trabalhos desempenhados pela instituição que atua há 60 anos na Região Sul. Apesar de apenas 5% da carteira ser voltada para o setor público, Leany ressalta que nos últimos dois anos foram contratados pelos municípios R$ 284 mi junto ao BRDE. “A gente opera fundings do BNDES e da Caixa Econômica, mas também com fundings internacionais, e com isso a gente consegue trazer para os prefeitos e para os nossos clientes boas condições de carência, prazo para pagamento das operações e boas taxas também”, contou Leany.

A presidente do BRDE destacou que o grande diferencial do banco é a expertise na assistência técnica e que agenda voltada para a sustentabilidade – ambiental, econômica e social – está entrando no banco com uma força muito grande e tem sido olhada com atenção, pois a instituição entende que a agenda tem o poder de transformar uma região.

Na oportunidade, o gerente do Programa BRDE Municípios, André Gotler, fez o detalhamento de como os municípios podem buscar as operações e concretizar os recursos para realização de projetos de desenvolvimento municipal. Alguns exemplos de investimentos financiáveis são a pavimentação urbana, saneamento básico, aquisição de máquinas, modernização da administração pública, iluminação pública e geração de energia renovável, entre outras. Segundo Gotler, as condições de financiamento dependem do tipo de investimento.

Badesul Desenvolvimento

A presidente do Badesul, Jeanette Lontra, explicou que, como todas as instituições de fomento, o Badesul tem um papel fundamental no desenvolvimento do RS, pois estimula o empreendedorismo e a geração de emprego e renda, incentivar o crescimento econômico e a inovação tecnológica, atua nos momentos de crise e anticívico e busca reduzir a desigualdade regional. Jeanette também esclareceu que diferente de um banco tradicional, uma agência de fomento atua apenas a longo prazo. “Temos também um diferencial que é muito positivo, nós não exigimos reciprocidade: não precisa fazer seguro, abrir conta. A gente trabalha com o projeto, com soluções de consultoria e financiamento”, relata.

O Badesul trabalha com recursos do BNDES, próprios, da Caixa Econômica, do FINEP, do Fungetur, além de ser gestor de todos os fundos estaduais do RS. Jeanette afirmou que a instituição quer ampliar a gestão de fundos para os municípios.

Segundo a presidente da instituição, o Badesul trabalha em diferentes eixos de atuação: inovação, municípios, segmentos estratégicos e de apoio na execução de políticas governamentais de desenvolvimento. Na área municipal, Jeanette afirmou que são mais de 30 anos de atuação e que praticamente todos os municípios foram financiados em segurança, iluminação pública, infraestrutura, mobilidade urbana, educação, saúde, saneamento e recuperação de áreas degradadas. Um novo instrumento adotado pela Badesul é o planejamento estratégico de desenvolvimento, em que é pensando estratégias de desenvolvimento municipal a longo prazo.

 Programa RS Trabalho, Emprego e Renda

A secretária do Trabalho e Assistência Social do RS, Regina Becker, frisou a importância promover a integração de ações conjuntas entre Estado e entes municipais. Segundo a Regina, a pandemia resultou uma crise institucional com consequências na saúde, na economia e nas políticas sociais, resultando no fechamento de milhares de postos de trabalhos, desemprego e redução da renda, além da insegurança social que surge com a perda da condição de sustentabilidade das empresas e das pessoas.

Diante disso, foi criado o Programa RS Trabalho, Emprego e Renda (RS TER), uma política público-privada coordenada pela Secretaria do Trabalho e Assistência Social (STAS) e Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS), com o foco na geração de trabalho, emprego e renda, por meio do fomento ao empreendedorismo, a criação e/ou sustentabilidade de negócios embrionários, micro e pequenas empresas.

O objetivo é de disponibilizar, sistemicamente, os três eixos estratégicos (crédito, gestão e mercado) aos empresários no RS, contribuindo com a implementação e/ou sustentabilidade econômico-financeira desses negócios e com o desenvolvimento locorregional.

“Esta secretaria vem trabalhando com o propósito de apresentar alternativas que busquem o desenvolvimento e a retomada do crescimento do nosso Estado. O ponto inovador do Programa RS TER é a proposição de soluções para as demandas mais urgentes da economia e dos trabalhadores e trabalhadoras. É preciso abrir caminhos que minimizem as perdas e que possam conter o aumento das desigualdades”, explicou Regina. Conforme a secretária, o programa irá capacitar, orientar e acompanhar a gestão de micro e pequenos empreendedores e empresas.

Informações da notícia

Data de publicação: 28/04/2021

Créditos: Ellen Renner

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