7º PRÊMIO BOAS PRÁTICAS
1º - LUGAR – PORTO ALEGRE
Centro de Monitoramento e Alertas - CEMADEC
O projeto: O CEMADEC representa um salto qualitativo na gestão de riscos e desastres em Porto Alegre, com impacto direto na segurança da população, na gestão urbana e ambienta. Com operação contínua e tecnológica tem como objetivo atender com Grau de assertividade de 100% dos níveis de alerta expedidos (avisos e alertas), antecipar em mais de 24h os avisos e alertas integrando dados de monitorados 24h (via satélites, sensores de nível de rios, estações meteorológicas) e utilizando modelos preditivos com algoritmos para antecipar riscos e planejar ações preventivas junto a comunidades mais vulneráveis. Além disso comunica-se diretamente com demais órgãos nas esferas municipal e estadual.
Justificativa: Essas iniciativas têm gerado impacto direto na segurança da população de Porto Alegre, especialmente em áreas mais vulneráveis a enchentes, deslizamentos e tempestades. O início da operação do CEMADEC representa um salto na gestão de risco baseado em dados e inteligência técnica. A ação contribui para o ecossistema local de inovação, integrando tecnologia, ciência e gestão pública para proteger vidas e reduzir danos materiais. Além disso, fortalece a resiliência urbana, com impactos socioeconômicos significativos, como a redução de custos com recuperação pós-desastres e a melhoria na resposta institucional.
2º LUGAR – NOVO HAMBURGO
Novo Hamburgo mais Resiliente
O projeto: Implantar um sistema tecnológico robusto que fortaleça a resiliência de Novo Hamburgo diante de eventos climáticos, agilizando a coleta e distribuição de dados para reduzir o tempo de resposta. Objetivos Específicos: Desenvolver solução integrada de monitoramento e alerta antecipado, combinando hardware e software para análise em tempo real. Monitorar o nível do rio com sensores inteligentes e alertas via e-mail, SMS e WhatsApp. Antecipar riscos com avisos imediatos, possibilitar ações preventivas e disponibilizar aplicativo para que moradores acompanhem junto aos órgãos públicos.
Justificativa: Nos últimos anos, diversas cidades gaúchas enfrentaram eventos climáticos extremos, sendo o mais severo em Maio de 2024, resultando em danos expressivos à infraestrutura urbana, social e significativos impactos econômicos. Diante da crescente imprevisibilidade desses fenômenos, torna-se fundamental a adoção de soluções tecnológicas que possibilitem o monitoramento contínuo e a resposta rápida a tais situações. A implementação de um sistema de monitoramento e alerta antecipado de enchentes e alagamentos representa um avanço estratégico para a gestão de emergências. Essa solução permite que a Defesa Civil e demais órgãos responsáveis atuem de forma mais eficiente, antecipando cenários de risco e mobilizando recursos com rapidez para minimizar impactos à população e ao patrimônio público.
3º LUGAR – BENTO GONÇALVES
Fortalecimento da Defesa Civil de Bento Gonçalves: mobilização, estrutura e prevenção
O projeto: Fortalecer a Defesa Civil de Bento Gonçalves por meio da ampliação da estrutura técnica, da organização do voluntariado e da implementação de ações educativas nas escolas. A iniciativa busca promover a prevenção, a mobilização comunitária e a preparação do município para enfrentar eventos climáticos extremos, protegendo vidas e construindo uma cidade mais segura e resiliente.
Justificativa: A experiência vivida durante a catástrofe climática de 2024 evidenciou a vulnerabilidade do município frente a desastres de grande magnitude e a necessidade urgente de fortalecer a estrutura da Defesa Civil. O projeto Bento Mais Resiliente surge como resposta a esse cenário, buscando organizar o voluntariado, ampliar a capacidade técnica, estruturar planos de resposta e investir em educação preventiva, garantindo maior proteção à população e construindo uma cidade mais preparada e resiliente diante dos desafios climáticos.
6º PRÊMIO BOAS PRÁTICAS
1º LUGAR - PAROBÉ
Preparados: Jovens resilientes à emergência climática
O projeto: O projeto iniciou sua 1ª etapa em maio de 2024, com ações de sensibilização sobre a importância da educação climática e a redução de riscos de desastres. Alunos e professores participaram de formações sobre Emergência Climática, focando na identificação de riscos e prevenção a eventos extremos. Ao retornar às escolas, iniciaram a construção de pluviômetros artesanais para monitorar chuvas e mapear áreas de risco, utilizando fotos e georreferenciamento. As escolas também começaram a elaborar seu Plano de Emergência e a realizar simulados de abandono. A 2ª etapa do projeto começou em agosto, com ações de mitigação e adaptação, culminando no Fórum Estudantil Escola e Resiliência.
Objetivo: Promover a mobilização e o aprendizado sobre emergência climática nas escolas de Parobé, desenvolvendo resiliência e prevenção de desastres através de ações pedagógicas.
Público-alvo: 37 turmas de alunos do 4° ano, além de ações específicas com 80 turmas convidadas do 6º ao 9º ano das escolas municipais de Parobé. Estima-se que cerca de 800 estudantes do 4° ano, 1.600 estudantes do 6º ao 9º ano e 100 professores participem das atividades propostas.
Metodologia: Formação com professores e alunos; oficina de construção de pluviômetros e coleta de dados; oficina de cartografia social; participação no Plano de Emergência da Escola; Participação no simulado escola, juntamente com o Corpo de Bombeiro; socialização das ações no Fórum Estudantil Escolas Resilientes a Emergência Climática.
“Estudantes de Parobé estão se mobilizando para enfrentar desafios climáticos locais através do projeto 'Preparados: Jovens resilientes à emergência climática', promovido pela Secretaria de Educação. Eles discutem os impactos da mudança climática e implementam ações práticas, como mapeamento de áreas de risco e criação de PluvioPets, pluviômetros feitos com garrafas pets, para monitorar a quantidade de chuvas na cidade”.
Diego Dal Piva Da Luz, prefeito de Parobé
2º LUGAR - CANOAS
eClima - Escritório de Resiliência Climática e Defesa Civil
O projeto: Criado através de Decreto Municipal, o Escritório de Resiliência Climática e Defesa Civil (Eclima) de Canoas é uma referência nacional na observação de eventos climáticos e na atuação diante da vulnerabilidade. O município é pioneiro no RS e tem uma das poucas organizações públicas municipais no Brasil voltadas ao comportamento do tempo.
Objetivo: Além de fortalecer o trabalho da Defesa Civil municipal, através de ações preventivas, socorristas, assistenciais, e recuperativas, destinadas a evitar desastres e minimizar seus impactos para a população, o Eclima possui a finalidade de monitoramento constante do clima, com apoio de meteorologistas, além de embasar projetos e obras para a cidade.
3º LUGAR - PELOTAS
Do Plano à Ação: Pelotas no enfrentamento da enchente de 2024
O projeto: Pelotas lançou, depois de dois anos de trabalho, o Plano Municipal de Resiliência. Com esse documento, o município buscou traçar as ações necessárias para o enfrentamento de crises, sejam elas naturais ou causadas pela ação do homem. Em maio de 2024, o Rio Grande do Sul foi devastado pela maior catástrofe climática de sua história. Pelotas estava entre os municípios atingidos. A cidade, no entanto, conseguiu escapar sem a perda de vida e com prejuízos reduzidos.
Objetivo: Planejamento de ações de enfrentamento de crise; integração das forças de segurança, instituições e estruturas municipais; organização da rede de voluntariado; investimento em sistemas de proteção; processos inovadores para a superação da crise; estratégias de comunicação para o enfrentamento da crise.
