Presidente Adriane Perin de Oliveira reforça pautas prioritárias e defende mais recursos para saúde, educação e infraestrutura

A manhã desta terça-feira (09/09) foi marcada pela mobilização municipalista nacional em Brasília, promovida pela Confederação Nacional de Municípios (CNM). A presidente da Famurs e prefeita de Nonoai, Adriane Perin de Oliveira, liderou a comitiva de prefeitos e prefeitas gaúchos no ato que reuniu mais de 1,5 mil gestores de todo o país.

Com a mensagem de que “quando os municípios estão em risco, é a vida das pessoas que está em jogo”, Adriane destacou que a luta municipalista não é por privilégios, mas por condições reais de governar e entregar serviços essenciais. “É a creche que pode deixar de atender, o posto de saúde que pode ficar sem remédio ou a estrada do interior que não recebe manutenção. Nós, que estamos no dia a dia da gestão municipal, sabemos que não é possível governar cidades apenas com discursos vazios, sem entregas, sem resultados”, afirmou.

Entre as principais demandas apresentadas, a presidente ressaltou a importância da aprovação da PEC 25/2022, que garante o aumento de 1,5% do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) em março, um reforço essencial que representa mais saúde, mais educação e mais qualidade de vida para a população. Além disso, também enfatizou a PEC 66/2023, que trata da sustentabilidade fiscal e foi promulgada nesta terça-feira, assegurando equilíbrio financeiro às administrações locais. Outro ponto central é o PLP 108/2024, que regulamenta a Reforma Tributária e precisa contemplar os municípios de forma justa, sem retirar a autonomia das cidades. Outro destaque é o impacto do PL 1087/2025, que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda, mas exige compensação justa aos municípios, já que a medida afeta diretamente a arrecadação do FPM.

Segundo a presidente Adriane, a mobilização reforça a união da Famurs com a CNM, as associações regionais e as lideranças de todo o Brasil. “A União e os Estados só são fortes porque os municípios sustentam a base desse país. Governar sem recursos é governar com sacrifício — e quem sofre é a população”, declarou.

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Data de publicação: 09/09/2025

Créditos: André Bresolin

Créditos das Fotos: Edney Torres/Agência CNM